Cidades

OMS divulga metas para uma alimentação saudável

Organização Mundial da Saúde divulgou uma lista com cinco metas para uma dieta mais saudável e com benefícios à saúde, sugerindo à população o consumo de comidas de verdade

Comidas de verdade são alimentos ricos em vitaminas e minerais, sem aditivos químicos e não-processados. Mas, com a correria diária, muitos acabam esquecendo da importância de alimentar-se corretamente e optam por buscar alimentos pouco saudáveis, que contribuem para o desenvolvimento de doenças graves, entre elas, a obesidade e o câncer.

Pensando nisso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma lista com cinco metas para uma dieta mais saudável e com benefícios à saúde. A organização pretende, com isso, traçar estratégias de alimentação e nutrição que devem ser consideradas elementos primordiais para o combate de infecções e doenças diversas. A reportagem do DC apresenta a lista da OMS e traz a nutricionista, Mariana Chiossi Tsuneto, que ressalta a importância da substituição dos alimentos.

Nutricionista, Mariana Tsuneto, as dietas devem conter variedade de alimentos frescos e nutritivos. (Foto: José Aldinan)

1 - Consuma alimentos variados

Nenhum alimento contém todos os nutrientes que o organismo necessita. Para manter o corpo forte e saudável, as dietas devem, portanto, conter uma grande variedade de alimentos frescos e nutritivos.

"Quando falamos em comida de verdade, falamos em alimentos naturais, que não passaram pela indústria, que não contêm química. Por isso, é importante buscar variar a alimentação com diversos tipos de vegetais, colhidos da horta, que sejam in natura", explica a nutricionista.

Também é recomendável evitar consumir carnes que sejam processadas. "Procurar sempre a carne mais caipira possível ou buscar nos supermercados carnes orgânicas, onde o animal não tenha recebido grande quantidade de antibióticos e ração", destaca Mariana.

2 - Reduza a quantidade de sal

Em grandes quantidades, o sal pode elevar a pressão arterial (hipertensão), o que é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Em todo o mundo, a maioria das pessoas consome muito sal: em média, usa-se o dobro do limite recomendado pela OMS – 5 gramas, o equivalente a uma colher de chá por dia.

"O sódio presente nos temperos e molhos prontos pode ser substituído pelo sal marinho e o sal de flor, por exemplo. Os alimentos também podem ser temperados com salsinha, cebolinha, manjericão frescos. A grande quantidade de sal também está presente nos alimentos industrializados como as bolachas, congelados e produtos embutidos", aponta a nutricionista.

3 - Reduza o uso de certas gorduras e óleos

As gorduras trans produzidas industrialmente são as mais perigosas para a saúde. Segundo a OMS, uma dieta rica nesse tipo de gordura aumenta o risco de doença cardíaca em quase 30%.

"Óleos como o de soja, milho e girassol recebem grande quantidade de química durante o processamento e, em excesso, aumentam a gordura ruim do organismo, que acabam se depositando nas artérias", explica Mariana.

O ideal é que os óleos sejam substituídos por azeites como de oliva, macadâmia e coco. A manteiga também é uma rica fonte de gordura saturada e que o nosso corpo reconhece melhor", diz.

4 - Abuse das frutas e legumes

Fontes de vitaminas, minerais, fibras alimentares, proteínas e antioxidantes, frutas e legumes são essenciais a uma dieta saudável. Além de reduzir as chances de diabetes, doenças cardíacas e derrame, pessoas com dietas ricas nestes alimentos também previnem os mais diferentes tipos de câncer.

"O indicado é consumir cinco porções de frutas e legumes por dia. É importante variar os tipos de frutas no dia a dia e de legumes no almoço e no jantar", destaca.

5 - Amamentação para bebês e crianças pequenas

Crianças amamentadas com leite materno apresentam melhor resistência contra doenças comuns na infância, como infecções respiratórias, de ouvido e diarreia. De acordo com a OMS, bebês que foram amamentados têm menos propensão a terem obesidade ou excesso de peso na fase adulta, além de terem melhor resistência a diabetes e doenças cardiovasculares.

"Não há que substitua o leite materno, que deve ser dado ao bebê até os dois anos de idade. A substituição pelo leite em pó concentra grande quantidade de açúcar que faz mal à criança", diz Mariana.

Para crianças maiores, o indicado é substituir o leite de vaca por outros tipos de leite. "O leite de vaca possui quatro tipos de sódio e contribui para o surgimento de alergias, além de concentrar, em seu processamento, grande quantidade de cálcio que o organismo não absorve", revela a nutricionista. O ideal é que outros tipos de leite sejam introduzidos na dieta alimentar como o leite de arroz, de aveia e o de coco.

 

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Imagens: José Aldinan