Cidades

Pandemia altera execução de projetos para a educação em Ponta Grossa

Volta às escolas está previsto para agosto
Aulas pela TVE devem seguir, pelo menos, até o final de julho (Foto: Fábio Matavelli)

A lei orgânica do município de Ponta Grossa, no interior do Paraná, prevê que a prefeitura divulgue, anualmente, no mês de março, o seu Programa de Metas. O documento traz indicadores orçamentário-financeiros e percentuais, expondo as ações já realizadas pelo município em diversos segmentos de atuação do poder público, e também as previsões de novas ações para o ano.

A reportagem do Diário dos Campos apresenta nos próximos dias quais são essas metas, e uma perspectiva do município sobre como a pandemia da covid-19 afeta a concretização do plano apresentado em março. O primeiro tema abordado é a educação, cujas aulas foram interrompidas como forma de evitar a expansão do contágio pelo novo coronavírus, obrigando à realização de aulas transmitidas pela TV Educativa.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Esméria de Lourdes Saveli, a pandemia afetou vários setores do ensino, e prejudicou projetos. A intenção de ofertar tablets para alunos, por exemplo, já não é considerada no contexto atual. “Será inviável aplicar o projeto devido ao pouco tempo necessário para a preparação e implantação dos recursos pedagógicos e metodológicos necessários. O uso dos tablets precisaria da preparação dos professores. A compra dos equipamentos estava em andamento antes da pandemia, mas foi suspensa após a paralisação das aulas”, diz Esméria, destacando que não serviriam apenas os equipamentos, sem o projeto pedagógico. Atualmente, a previsão é que as aulas sejam retomadas nas escolas a partir de 3 de agosto. Veja o que mais está sendo revisto, diante da pandemia.

 

Aulas de inglês

O projeto encontrava-se em andamento nas escolas municipais João Maria Cruz, Guaracy Paraná Vieira, Coronel Claudio, Edgar Sponholz e Carlos de Macedo. A intenção era ofertar aulas no segundo semestre em 40 escolas para 50 turmas do 5º ano, atingindo 1.250 alunos e envolvendo a contratação de 20 professores ou estagiários. Com o atual andamento do ano letivo, quando as aulas retornarem, o projeto de inglês deverá continuar somente nas escolas citadas. Com menos tempo, a prioridade será intensificar os estudos em Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Humanas e Naturais. A previsão é que as aulas tenham apenas um semestre.

 

Ensino integral

Objetivo era partir de 83% (2019) para 100% (2020) das instituições ao longo deste ano. Sem conhecimento sobre eventuais mudanças em relação ao número de alunos por classe, quando as aulas forem retomadas, será impossível atingir todas as escolas com anos iniciais. A meta é que o ensino integral, no entanto, siga avançando independente do governo. O Conselho Municipal de Educação determina que 100% dos alunos deverão estudar em Tempo Integral em Ponta Grossa até o ano de 2024, meta que deve ser mantida para os próximos anos.

 

Alimentação

Está mantida a meta de saltar de 9 milhões de refeições para 9,4 milhões servida aos alunos. A alimentação escolar atenderá normalmente todos os matriculados. O aumento do número de refeições é determinado por eventuais aumentos no número de alunos em tempo integral. Para este ano, em virtude da pandemia, a alimentação está sendo entregue diretamente para os pais dos alunos, para que sejam oferecidos às crianças em suas casas.

 

Kits e uniformes

A entrega de uniformes para 21 mil alunos está mantida para este ano. As roupas seriam fornecidas em abril. Como as aulas foram paralisadas, os uniformes devem ser entregues somente com o retorno das aulas. Já os kits com material pedagógico foram normalmente distribuídos no início do ano para os alunos.

 

Instituições

O Programa prevê que serão entregues dois novos Cmeis, reforma em outros dois e uma nova escola municipal. Segundo a SME, as obras previstas seguem normalmente durante a pandemia, tanto de construções quanto reformas. A SME informou que fará a entrega de duas novas escolas: uma no conjunto Costa Rica e outra na vila Borato. Também haverá dois novos Cmeis e dois ampliados. O setor de construção civil foi um dos menos afetados nos últimos meses, em função de ter sido considerado serviço essencial desde o início da pandemia.

 

Tablets

Em 2019 foi realizado o pregão 170/2019 e foi feito a licitação para a aquisição de 86 kits de equipamentos (36 note aluno, 1 note professor, 1 armário, 1 software, 1 ponto de acesso, 2 cabos, 1 switch) os quais seriam distribuídos entre 72 escolas municipais que atendem em período integral e 13 Cmeis. De acordo com a SME, com a pandemia, o projeto foi deixado de lado, devido à falta de tempo hábil para treinar os professores.