Economia

Paranaenses devem chegar ao fim do ano um pouco menos endividados

Inadimplência reduziu no mês de novembro
(Foto: Reprodução)

Os paranaenses devem chegar a este fim de ano um pouco menos endividados. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), mostram que 89,2% das famílias do Estado possuíam algum tipo de dívida em novembro. O percentual é levemente inferior a outubro, quando 89,5% dos paranaenses estavam endividados.

Desde agosto o endividamento se mantém estável no Paraná, mas ainda assim o Estado lidera o ranking de endividados no país, seguido pelo Distrito Federal (79,5%) e por Santa Catarina (78%). A média nacional de endividamento ficou em 60,3% no mês passado.

A parcela de endividados com contas em atraso aumentou na comparação com outubro, passando de 25,9% para 27,5% em novembro. Por outro lado, a proporção de famílias que não terão condições de pagar seus débitos baixou de 10,1% em outubro para 9,9% em novembro.

O endividamento continua sendo maior entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, com 94,1%, ante 88,2% entre as famílias de menor renda.

Outra boa notícia é que a inadimplência baixou em novembro. Considerada como o atraso superior a 90 dias, esse indicador passou de 52,5% dentre as famílias com contas em atraso em outubro, para 50,3% em novembro.

O cartão de crédito concentra a maior parte das dívidas, com 72,5%. Observa-se que esse método de pagamento teve maior utilização em novembro, com 72,5%, ante 70,1% em outubro, em função da Black Friday, na qual muitos consumidores fizeram suas compras parceladas no cartão.

O financiamento de veículo aparece como segunda maior causa de endividamento, com 8,9%, seguido pelo financiamento imobiliário, com 8%. O crédito pessoal corresponde a 3,1% das dívidas dos paranaenses; os carnês por 2,8%, e o crédito consignado por 2,6%.