Economia

PG deve faturar R$ 4,5 milhões nesta Black Friday

CNC projeta que o país tenha o melhor resultado da década

A Black Friday – evento promocional de descontos do varejo que ocorre sempre na última sexta-feira de novembro – já é a quinta data mais importante para o comércio, e registra crescimentos progressivos desde que foi implantada no Brasil, em 2010, quando ainda era totalmente online. Neste ano a data acontece nesta semana (29 de novembro), e a previsão é de que alcance um faturamento de R$ 4,5 milhões em Ponta Grossa segundo estimativa do site oficial do evento (http://www.blackfriday.com.br).

Está é o quinto maior valor cotado entre as maiores cidades do estado: na liderança figura Curitiba, com R$ 100 milhões, seguida de Londrina (R$ 18 milhões), Maringá (R$ 15 milhões) e Cascavel (R$ 7 milhões). Ainda segundo a projeção do site, o comércio paranaense deve faturar mais de R$ 205 milhões neste ano, pelo menos 16% do total nacional.

Em todo o país, de acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Black Friday deverá movimentar R$ 3,67 bilhões e alcançar o maior faturamento em uma década. Se confirmada a previsão, será um aumento de aproximadamente 10,5% em relação a 2018 (R$ 3,32 bi).

Segundo o economista da CNC Fabio Bentes, entre os fatores que têm possibilitado um ritmo mais forte das vendas neste fim de ano estão a inflação, que apresenta em 2019 a menor variação no acumulado em 12 meses até outubro (+2,54%) desde fevereiro de 1999 (+2,24%), bem como o comportamento da demanda por crédito. “O volume na concessão real de crédito tomado livremente pelas famílias apresenta, de janeiro a setembro deste ano, a maior expansão em termos reais desde 2012”, destaca o economista da CNC.

Consumidor

Porém, pesquisa realizada em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que quatro em cada dez (39%) brasileiros só pretendem adquirir algum produto se as ofertas realmente valerem a pena — um crescimento de sete pontos percentuais em relação a 2018. Em contrapartida, metade (50%) disse ter intenção de fazer compras na Black Friday. Apenas 11% não devem aproveitar as promoções.

 A pesquisa indica que nove em cada dez (91%) entrevistados planejam pesquisar preços antes de adquirir algum item, principalmente para confirmar se os produtos realmente estão na promoção, ou seja, com preços mais baixos do que o normal (54%). Os meios mais utilizados apontados para fazer a pesquisa são sites e aplicativos que fazem comparação de preços e produtos (55%), sites das lojas (52%) e portais de busca (42%).

 

Lojas físicas ganham aderência

Em 2010 os grandes descontos aconteciam exclusivamente online — e esse meio continua liderando o crescimento. Segundo pesquisa do idealizador do evento: 58,4% dos consumidores compraram pela internet na edição anterior. Porém, as lojas físicas estão começando a ganhar aderência à data: 26,5% dos consumidores utilizaram além da internet, também o varejo tradicional, e aqueles que preferiram fazer suas compras exclusivamente no ambiente físico representaram 15%. Para este ano, segundo a pesquisa da CNDL/SPC, as lojas online (77%) mantêm a preferência dos consumidores, mas logo na sequência aparecem as lojas físicas (54%), como os shopping centers (33%), as lojas de rua e de bairros (28%) e os supermercados (16%).

 

Produtos mais caros estão entre os mais desejados

Entre os produtos mais desejados estão aqueles mais caros, em que o desconto se torna mais significativo, e não são de necessidade imediata — o consumidor pode esperar o evento e se programar. Segundo a CNC, o segmento de eletroeletrônicos e utilidades domésticas deverá ser o principal destaque entre os ramos que já aderiram à data, com previsão de movimentação financeira de R$ 929,4 milhões. Em seguida, deverão sobressair os volumes de receitas gerados pelos segmentos de hipermercados e supermercados (R$ 899,3 milhões) e de móveis e eletrodomésticos (R$ 845,5 milhões).

 

Descontos efetivos

A CNC também realizou uma projeção dos itens que apresentam maior potencial de descontos efetivos durante a data, coletando, diariamente, mais de dois mil preços de produtos ao longo dos últimos 40 dias, encerrados em 15 de novembro – a lógica usada é de que um determinado produto que apresenta altas expressivas nas semanas que antecedem a Black Friday possui baixo potencial de desconto efetivo durante o evento promocional.

Dados os níveis recentes de inflação, metade dos grupos analisados apresentou alto potencial de desconto efetivo em relação ao preço mínimo (Celular e Telefone; Eletrodomésticos; Móveis e decoração; Moda e acessórios; Informática); três revelaram potencial médio (Eletroportáteis; TVs e eletroeletrônicos; Perfumaria e cosméticos); e dois, baixo potencial (Games; Esporte e lazer).

 

App permite visualização de preços anteriores

O aplicativo Menor Preço, do Governo do Paraná, desenvolvido em parceria pela Celepar e a Secretaria da Fazenda, permite que o consumidor visualize um histórico anterior dos valores do produto, com a ilustração de um gráfico de segmento em que é possível medir os parâmetros de evolução e regressão em até 2 meses. Assim, é possível saber se houve efetivamente redução no valor do produto a ser ofertado na Black Friday.

O Menor Preço faz parte do programa Nota Paraná, no qual participa o consumidor que coloca o número do CPF na nota fiscal. O usuário pode pesquisar o menor preço de um produto em mais de 100 mil estabelecimentos participantes do Nota Paraná. As informações são atualizadas em tempo real toda vez que um estabelecimento realiza uma venda.