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Polícia investiga caso de rapto seguido de estupro

A Polícia Civil de Ponta Grossa e Carambeí investiga as circunstâncias do desaparecimento de uma jovem de 19 anos que, na tarde do último domingo (13), teria sido raptada e mantida em cárcere privado por aproximadamente 48 horas. Durante esse tempo, ela relata ter sido vítima de estupro por diversas vezes, e ameaçada de morte.

 

 

Aos investigadores, a ponta-grossense contou ter solicitado uma carona por meio de aplicativo de celular e que, no local combinado, um homem se apresentou como o motorista. Ela não conferiu a placa do carro, um VW Gol preto, nem a identidade do motorista, e seguiu viagem.

No trajeto, o motorista teria parado para receber outro indivíduo, ocasião em que teria sido injetada uma substância no braço da jovem. "Fiquei zonza e apaguei. Percebi que em parte do tempo estávamos seguindo por estrada de terra. Fui acordar em uma casa de madeira, no escuro. Gritei por socorro, mas ninguém ouvia", contou a jovem, que teria sido vítima de violência sexual por várias vezes.

Segundo ela, a dupla planejava mantê-la em cativeiro até quinta-feira e matá-la em seguida. Mas um telefonema teria feito os criminosos mudarem de ideia nessa terça-feira (15). "Depois disso, me jogaram à beira da rodovia, e caminhei até conseguir ajuda em um salão de beleza em Carambeí, onde me ajudaram a chamar a polícia", disse.

Na tarde dessa terça-feira (15), ela fez exame de corpo de delito no IML de Ponta Grossa. Imagens de câmeras de segurança e o relato de testemunhas que viram a abordagem devem ajudar a polícia a elucidar o caso.

 

Orientação

A Polícia orienta a população que, sempre que for feito uso do serviço de transporte por meio de aplicativos de celular, que seja feita a conferência da placa e modelo de carro, assim como da identidade do condutor. Normalmente, os aplicativos oferecem até mesmo a foto do motorista que fará o atendimento. Em caso de dúvida sobre a autenticidade do serviço, a orientação é não entrar no carro e acionar o 190.

 

Jovem fez exames do IML de Ponta Grossa (Fábio Matavelli)