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Ponta-grossense que mora no Canadá procura família biológica

(Foto: Arquivo Pessoal)

Joseane Tavares-Cote, 52 anos, é ponta-grossense e atualmente mora em Whitby, província de Ontario, no Canadá. Através do Jornal Diário dos Campos ela pede ajuda para encontrar sua família biológica. Ela foi deixada, ainda muito bebê, dentro de uma caixa de papelão na frente de uma residência, na rua Sete de Setembro, que pertencia à sua avó adotiva. 

"Nasci em Ponta Grossa e morei lá até os meus sete anos. Meus pais adotivos foram morar no Canadá onde fiquei por alguns anos até voltar ao Brasil", conta. 

A reportagem foi procurada por Joseane, que voltou a morar no Canadá, depois de diversas tentativas de encontrar os pais verdadeiros. "Resolvi entrar em contato agora porque, até os meus 18 anos, eu não tinha ideia de que havia sido adotada. Mas no dia do meu casamento ouvi alguém contando para a minha mãe adotiva que seria bom se a minha mãe verdadeira estivesse presente naquele dia", relata. 

Joseane comenta que, ao longo dos anos, sempre pediu explicações para os pais sobre a possibilidade de ter sido adotada, mas a verdade apareceu com ela tinha 47 anos. "Foi quando a minha mãe me contou que eu havia sido deixada dentro uma caixa, na frente da casa da minha avó, com um bilhete que eu era para ela (mãe adotiva)". 

A partir da revelação, muitas dúvidas surgiram, além da curiosidade em conhecer os pais biológicos. "Quando eles finalmente disseram que eu era adotada, comecei a pesquisar na internet para saber o que se passou nessa época. No Canadá, por exemplo, o hospital se encarrega de fazer o registro da criança. Mas no Brasil os pais vão até um cartório. Por isso, eu fui registrada pelos meus pais adotivos e não há nenhum documento que mostre de onde eu realmente vim", recorda.



A ponta-grossense revela que gostaria muito saber mais informações sobre a sua origem. "Não sei qual é o dia exato do meu aniversário. Possivelmente, os meus pais biológicos me registraram um ou dois dias do meu nascimento. Gostaria muito de saber se a minha família biológica teve algum problema de saúde para eu me cuidar também, quero saber se eu tenho irmãos, pois sempre fui filha única. Todas essas informações são importantes para mim", alega.  

As únicas informações que Joseane obteve, até o momento, é que o seu nascimento aconteceu no Hospital Bom Jesus ou maternidade Sant'Ana, em fevereiro de 1968. "Os meus pais me contaram que quando eu fui deixada ainda estava com cordão umbilical, ainda era bem recém-nascida. No entanto, aparentemente, parece que todos os arquivos de nascimentos daquele ano foram queimados em um incêndio". 

Joseane, que completou 52 anos na última semana, é casada, mãe de três filhos. Ela mora há 34 anos no Canadá. Os seus pais adotivos também residem no país, mas em cidades diferentes. 
 

Ajuda

Qualquer informação que possa ajudar Joseane a localizar sua família biológica pode ser repassada diretamente a ela pelo número do aplicativo Whatsapp +1 (289) 928-0347.