Política

Prefeito de Prudentópolis é preso em Curitiba

O prefeito de Prudentópolis, Gilvan Pizzano Agibert (PPS), foi preso em flagrante na tarde de ontem, em Curitiba. Segundo informações extra-oficiais, Gilvan foi preso em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que investigava o envolvimento do prefeito em possível esquema de recebimento de propina de empresários que prestam serviços à Prefeitura. A prisão teria ocorrido no momento em que ele recebia propina. As informações são da Rede Sul de Notícias.

Na sede do Gaeco há a confirmação de que está ocorrendo uma operação paralela em Curitiba e Prudentópolis, porém não há confirmação de onde o prefeito será ouvido e nem se ele permanecerá detido.

Uma intensa movimentação de policiais do Gaeco e integrantes do Ministério Publico do Paraná foi vista na casa do prefeito na tarde de ontem.

Não houve confirmação por parte da assessoria de imprensa do Ministério Público do Paraná sobre os motivos das buscas na casa do prefeito. Porém, os policiais foram vistos saindo da residência com caixas e acompanhados de um dos filhos do prefeito.

A mesma movimentação foi vista minutos após a saída da casa do prefeito na casa de um empresário que prestava serviços para a Prefeitura.

Segundo informações da Rede Sul de Notícias, Gilvan já vem sendo investigado há tempos pelo Ministério Público. Ele é alvo em várias investigações, que apontam para irregularidades e direcionamentos em processos licitatórios. Recentemente, Gilvan foi condenado com dois ex-secretários de Saúde (um deles é o atual presidente da Câmara de Vereadores, Julio Makuch) pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por possível desvio de recursos de uma emenda parlamentar para aquisição de medicamentos. Gilvan e os ex-secretários foram multados.

O prefeito também é suspeito de ligações com um empresário que venceu diversos processos licitatórios nos últimos anos. Além disso, as terceirizações de iluminação pública e de coleta de lixo também já foram alvos de suspeitas por parte do Ministério Público, chegando ao ponto do ex- promotor da Comarca, Eduardo Cambi, solicitar a realização de audiências públicas para que o município explicasse os objetivos e os benefícios que as terceirizações trariam para o Município.

Rede Sul de Notícias