Cidades

Prefeitura desapropria 150 lotes em obra do Lago de Olarias

A Prefeitura de Ponta Grossa publicou em Diário Oficial, nessa quarta-feira (13), a Portaria 16.561/2017 que constitui comissão para avaliar bens imóveis localizados no entorno da área do Lago de Olarias. O objetivo é indenizar os proprietários de terrenos que serão desapropriados, para permitir a execução de obras e a manutenção de galerias pluviais na região.

No total, sete decretos declaram de utilidade pública mais de 150 lotes, totalizando uma área superior a 166 mil metros quadrados. Os decretos foram publicados entre 1995 e 2015, assinados pelos prefeitos Péricles de Holleben Mello, Jocelito Canto e Marcelo Rangel. Dezenas de proprietários devem ser indenizados para que o Município faça uso das áreas, mas a Prefeitura ainda não tem uma estimativa de quanto isso ainda deve custar aos cofres públicos. A Portaria também menciona, no texto, que há possibilidade de que novas áreas possam vir a ser incluídas entre as que serão desapropriadas.

Por meio da assessoria de imprensa, a Prefeitura informou que parte dessas indenizações já foi paga, mas que seria necessário um levantamento para identificar quais lotes já foram adquiridos. A assessoria também informou que as galerias de águas pluviais, com canalização e recuperação de arroios já foram executadas.

Nas últimas semanas, o Lago de Olarias recebeu a instalação de nova iluminação em LED e os primeiros testes de vazão de água através das barragens. O objetivo é que, encerrada essa etapa, o lago seja preenchido com água e tenha início o procedimento licitatório para a execução de obras de paisagismo e arruamento no entorno.

 

Represa

Ao longo dos últimos dias de calor intenso, crianças e adolescentes aproveitaram para se atirar nas águas recentemente represadas na área do Lago de Olarias. A situação preocupa bombeiros e a Prefeitura, já que ainda não existem testes acerca da qualidade da água para balneabilidade. Assim como ocorre no lago do Parque Barigui, em Curitiba, o Lago não tem, em princípio, o objetivo de ser área para banho ou nado. De qualquer forma, a Prefeitura lança o alerta à população, para que evitem se banhar no local, devido ao risco de afogamento.

Dezenas de proprietários devem ser indenizados (Fábio Matavelli)

 

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