Cidades

Projeto propõe reintegração de pessoas em situação de rua

Uma oportunidade retirou Emerson das ruas (Foto: Fábio Matavelli)

A Prefeitura de Ponta Grossa deve adquirir, até o final do ano, um veículo do tipo trailer que permitirá a criança do projeto Banho Itinerante. Novidade no município, a proposta é oferecer um veículo totalmente equipado com banheiros, sendo um feminino e um masculino, com chuveiro aquecido, pia para higiene das mãos e escovação dos dentes, suporte para toalhas, saboneteira e iluminação. O objetivo é levar até moradores ou pessoas em situação de rua serviços básicos de higiene, proporcionando saúde e mais dignidade a essa população.

O investimento estimado é de até R$ 87,9 mil, conforme o aviso de licitação publicado em diário oficial, e cuja disputa no formato pregão eletrônico será iniciada às 9 horas do dia 19 de novembro. Ações similares ao projeto municipal já foram verificadas a partir da iniciativa privada no sistema de voluntariado na Bahia há cerca de dois anos, e também há relatos de experiências parecidas em outros países.

O projeto deve atender a população no Centro e nos bairros, e se somar a outras atividades e projetos voltados a esse público. Segundo a prefeitura, hoje são mais de 150 indivíduos referenciados no Centro Pop e mais de 600 atendimentos mês.

Através do Centro Pop, a população em situação de rua conta com serviços de informação, comunicação, defesa de direitos, orientação, encaminhamentos para a rede de serviços locais, acesso a documentação pessoal, mobilização com a família, quando ainda há vínculos, estímulo ao convívio familiar, grupal e social, higiene e alimentação diária.

 

Convênios

Além desses serviços, o município disponibiliza a abordagem social que é o resgate dessas pessoas, principalmente quando estão em situação de risco e/ou saúde que necessitem de uma intervenção imediata, logo após esse serviço ela é encaminhada para acompanhamento no Centro Pop.

O serviço de abordagem é realizado por uma equipe da Fundação de Assistência Social e também por uma entidade conveniada do município. A Casa da Acolhida e o Ministério Melhor Viver ofertam esses serviços.

 

Trabalho de reinserção

Patrícia Hilgemberg, que é coordenadora de projetos no Ministério Melhor Viver, explica que a proposta da instituição é oferecer abrigo institucional de longa permanência, para possibilitar a reinserção das pessoas em seu convívio social e familiar. Emerson Luiz dos Santos, 46 anos, é um dos que foram acolhidos pela entidade. Ele está no local há cerca de quatro meses, depois de passar 15 dias nas ruas devido a problemas familiares. “Agora eu ajudo no que posso, coordeno os trabalhos na cozinha, e minha intenção é me tornar funcionário aqui”, diz. O Ministério Melhor Viver possui 46 funcionários, dos quais 34 vieram acolhidos e acabaram sendo capacitados e contratados.