Política

"Queremos um Brasil receptivo a investimentos", destaca Flávio Rocha

Em Ponta Grossa, pré-candidato a presidente destaca postura liberal e defende que prioridade em seu governo será geração de emprego

Ex-CEO da Riachuelo, terceira maior rede de lojas de varejo do Brasil, e pré-candidato a presidente pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB), Flávio Rocha está em Ponta Grossa nesta quarta-feira (16) para encontros com lideranças locais e para lançar o Movimento Brasil 200, durante Fórum Empresarial organizado pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) e pelo Jornal Diário dos Campos. 

O Movimento faz referência ao aniversário de 200 anos de Independência do Brasil, que ocorrerá em 2022. Com uma posição marcadamente liberal, o Movimento defende a diminuição do Estado Brasileiro como um todo e, de acordo com Flávio Rocha, acabou evoluindo para um projeto político e se tornou a sua pré-candidatura a presidente. "Ele tem uma simbologia para lembrar que em 2022 vamos completar 200 anos do Brasil como nação independente. O Brasil ficou independente da coroa mas não ficou livre porque somos explorados por uma corte mais tirânica do que foi a corte portuguesa que é um Estado que inchou, hipertrofiou e se distanciou do propósito de servir. O Brasil 200 é um segundo grito de independência", aponta o pré-candidato que ao chegar ao aeroporto Sant'Ana foi recepcionado por dezena de apoiadores.  

Defensor do voto facultativo, Flávio Rocha já foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte, em 1986, sendo reeleito em 1990. Em 1994, chegou a se pré candidatar à presidência da república pelo PL, desistindo posteriormente por conta do apoio de seu partido à candidatura de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Segundo ele, uma das prioridades do seu governo deve ser a geração de emprego, que voltará a ser plena por meio da liberdade econômica. "Me sinto qualificado a falar sobre o assunto porque sou o 15º maior empregos do país: durante minha passagem pela Riachuelo geramos 320 mil empregos", frisa. Para ele, a geração de empregos e riqueza está ligada à prosperidade e à liberdade econômica. "Precisamos construir um país receptivo, onde seja fácil empreender e gerar riqueza. A geração de renda será uma consequência rápida do destravamento da economia e da liberdade econômica que vamos implementar a partir das reformas", aponta.

Privatizações

Para o pré-candidato, o país precisa ser menos hostil a investimentos. "É isso que gera inclusão e prosperidade. Precisamos adotar uma agenda liberal. Defendo a privatização de tudo que não seja relacionado à saúde, educação, justiça e polícia. É preciso que se tenha menos Estado; e que ele não exista em companhias de petróleo e bancos comerciais para que ele volte a existir onde ele está sendo grande  ausente em tarefas próprias e indelegáveis", conclui.