PG 193 anos

Repasse do ICMS quase dobra em cinco anos

Enquanto em 2010 foram repassados ao Município algo em torno de R$ 69,56 milhões, no ano passado foram R$ 116,72 milhões

De 2010 para 2015, o repasse líquido do Estado para Ponta Grossa através do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) quase dobrou. Enquanto em 2010 foram repassados ao Município algo em torno de R$ 69,56 milhões, no ano passado foram R$ 116,72 milhões. Neste valor já está descontado, por exemplo, 20% para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização aos Profissionais da Educação (Fundeb).

O levantamento do Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro (SIAF) mostra que de janeiro a agosto de 2016, o imposto já rendeu para a cidade pouco mais de R$ 74,92 milhões.

Em contrapartida o índice de Ponta Grossa no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) passou de 0,02493800032858000 em 2010 para 0,023215328348230000 no ano passado. Em 2016 está em 0,022177283873460000. Vale lembrar que quanto menor o índice maior é o retorno financeiro.

Para que o Município conte com um bom retorno de ICMS é preciso que cada vez mais a arrecadação aumente. Para o secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonar, a industrialização nos últimos anos deverá fazer a grande diferença a partir de 2018, já que em 2016, por exemplo, a cervejaria Ambev está só no primeiro ano de produção em Ponta Grossa. O mesmo deverá acontecer com a Heineken, que em agosto inaugurou a nova parte da fábrica, elevando a produção, e com a Tetra Pak, com ampliação finalizada.

Segundo o secretário, para 2017 a expectativa é que ocorra um aumento de 2,2% no índice de participação local, o que posicionará Ponta Grossa na quarta colocação em 2018 em arrecadação de ICMS. Hoje a cidade está em sexto lugar, atrás de Curitiba, Araucária, São José, Londrina e Maringá.

“Ponta Grossa passa a colher os frutos de sua política de industrialização. A partir do momento em que a produção das novas indústrias passar a ser contabilizada integralmente em nosso índice, seremos possivelmente a quarta maior cidade em recebimento de ICMS no Paraná, o que deve ocorrer a partir de 2018. Hoje, nós já recebemos repasses maiores pela nossa produção, mas em breve vai chegar a Ponta Grossa uma fatia muito maior deste bolo, dentro do total de 25% que é destinado pelo Estado aos municípios paranaenses, graças aos nossos esforços”, avalia o secretário.

 

Divulgação
Setor industrial deve reposicionar Ponta Grossa em arrecadação de ICMS no Estado

 

 

 

Indústria e comércio garantem arrecadação para o Estado

A arrecadação com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Ponta Grossa segue linha crescente. Em 2014 o Município repassou R$ 6,5 bilhões para o Estado, enquanto que no ano passado cerca de R$ 7,3 bilhões.

As maiores contribuições vieram da indústria e do comércio. Nos últimos quatro anos, por exemplo, a cidade atraiu 43 novos investimentos no setor industrial, enquanto grandes redes varejistas, como C&A, entraram no ramo comercial.

“Estamos trabalhando para colocar Ponta Grossa no radar de grandes investidores de todo o mundo, o que se revela nos pesados investimentos que estão sendo feitos em nossa cidade. O resultado imediato do início das operações destas empresas é a participação de Ponta Grossa no repasse em recursos para o Governo do Estado. Somente na indústria, foram R$ 800 milhões a mais em 2015 sobre o ano anterior. Isso vai acarretar em mais recursos para o Município no próximo ano, em uma crescente constante, que irá aumentar ainda mais nos próximos anos, colocando a cidade entre as quatro que mais arrecadam ICMS no Paraná”, afirma o secretário municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Paulo Carbonar.

 


Paulo: “Estamos trabalhando para colocar Ponta Grossa no radar de grandes investidores de todo o mundo

Foto: Arquivo