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Sete alimentos que você nunca deve dar ao seu cachorro

A decisão de ter um bichinho de estimação vem carregada de bastante responsabilidade. Quem adota, ou mesmo compra animais, deve saber que os pets demandam muita atenção e cuidado, principalmente na hora da alimentação. A nutrição dos bichinhos vai definir o futuro de sua saúde, portanto, oferecer rações de qualidade ou uma alimentação natural balanceada é o principal.

No caso dos cães, conforme explica a veterinária Ana Weiber Ferreira, além do cuidado com o que podem comer, é preciso estar sempre atento aos alimentos que eles não devem ingerir de forma alguma.  

“Principalmente agora no final do ano, em época de festas, é preciso ter muito cuidado em relação a sobras de alimento humano e o descarte desses alimentos, para que os cães não acabem ingerindo. Nesse período temos um alto consumo de uva, por exemplo, além de chocolate e outros tipos de comida que são prejudiciais a eles”, destaca.

A profissional ressalta que alguns alimentos trazem lesões tão severas ao organismo do animal que podem até levar à morte. Existem condimentos, por exemplo, que causam pancreatite, entre outros problemas. Portanto, o melhor é não correr riscos, já que os animais não precisam destes alimentos para sobreviver.

Mas afinal, quais são os alimentos que os bichanos não devem ingerir de jeito nenhum?

A veterinária Ana Weiber Ferreira listou alguns dos principais, explicando o dano que eles causam no organismo dos bichinhos. Fique atento!

 

Chocolate: contém teobromina, que é tóxica para um cachorro quando ele ingere de 100 a 150 mg por quilograma de seu peso corporal.

Uva: pode ser associada a insuficiência renal aguda em cães. Mesmo as uvas passas.

Molho de tomate: condimentos incluídos podem trazer desconforto e lesões gástricas (o tomate in natura maduro pode ser consumido)

Café: contém componentes perigosos chamados xantinas que podem causar danos ao sistema nervoso e sistema urinário, além de ser um estimulante cardíaco.

Açaí: possui uma toxina prejudicial ao coração e ao cérebro dos pets encontrada também no chocolate, o alcaloide teobromina.

Cebola: contém tiosulfato. Cachorros sensíveis à cebola podem desenvolver anemia. (Mas se pararem de ingerir se recuperam totalmente).

Alho: jamais dê alimentos temperados com alho para o seu cão. Apesar de saudável para os seres humanos, o alho destrói as células vermelhas do sangue dos cães e pode causar anemia e, em casos mais graves, falência renal por perda de hemoglobina.

OBS: Pode ser que alguns animais não tenham reação a estes alimentos. Alguns se alimentam de sobras com temperos e condimentos há muito tempo e nunca sofreram problemas de saúde. No entanto, não existe porque arriscar, já que as consequências podem ser fatais para a maioria dos cães.  

 

A veterinária esclarece algumas das principais questões em relação à alimentação canina:

 

  • Meu cão ingeriu algum destes alimentos prejudiciais, o que fazer? 

Normalmente as pessoas tentam induzir o animal ao vômito, mas o recomendado é correr para o veterinário sem tentar resolver a situação sozinho. “Caso o bichinho ainda não esteja apresentando reações, é sempre bom ficar de olho para saber como o organismo vai se comportar. E, se já estiver passando mal, não é indicado tentar soluções alternativas. Nos dois casos, o certo é procurar um profissional imediatamente”, destaca Ana.

 

  • E se eu quiser optar pela alimentação natural? 
Foto: Portal Pets

Essa alimentação natural precisa ser extremamente balanceada, nunca pode se basear nos restos da comida humana. “O que vai ser usado, em que quantidade e como vai ser usado, vai depender do estado de vida do animal. Se é filhote, adulto, se tem algum problema de saúde, etc. Se o bichinho tiver problema renal ou diabetes, por exemplo, existem alimentos que ele não vai poder ingerir”. Ana explica que, para qualquer tipo de cão, é necessário fazer exames antes de começar a dieta natural. “Não existe nenhuma formula que dê certo para todos, tem que ser feito de forma individual e sempre com orientação do veterinário”. Além disso, ela explica que a mudança pode ser feita ao longo da vida do bichinho, não necessariamente desde o nascimento. “Há muitos casos de cães com sobrepeso ou problemas urinários em que estamos mudando a dieta para a alimentação natural e estamos conseguindo bons resultados”, garante.

 

  • Como escolher a melhor ração? 
Recém-inaugurado em PG, o shopping agropecuário Cobasi possui dezenas de opções de rações (Foto: Fábio Matavelli)

De acordo com a veterinária, para eleger a melhor ração é preciso estar sempre atento à quantidade de nutrientes. A escolha também depende do estágio de vida do animal. “Hoje a gente tem uma gama muito grande de rações, que começam desde o filhote no desmame, filhote, transição do filhote para o adulto, fase adulta e idoso. Então o mercado oferece todas as rações que acompanham as fases do animal. Existem também as rações de tratamento, mas elas são bem específicas e não devem ser oferecidas por muito tempo, pois podem ter carência de nutrientes”. Ana explica que a adaptação do animal à ração tamém vai dizer se ela é ideal. “Se ele estiver comendo bem, com o cocô saudável, não estiver com sobrepeso e a quantidade de proteína estiver correta, aí está tudo bem. Temos que estar atentos para fornecer um alimento de qualidade, dependendo também do porte do animal, da quantidade de atividade física que ele pratica, entre outras particularidades”.

 

  • E os petiscos? Vilões ou inofensivos na alimentação canina? 
Foto: Fábio Matavelli

“Os petiscos são uma grande briga com os veterinários. Para os donos é fantástico dar esse agradinho ao animal, mas deve ser considerado apenas um agrado mesmo, de vez em quando. De forma alguma pode ser considerado alimento, por conta da quantidade de conservantes e gordura”, afirma a veterinária. Em relação aos petiscos orgânicos, como ossinhos e tirinhas de couro, ela explica que, caso o cão não tenha comido inteiro, não se deve guardar o resto, pois tratando-se de matéria orgânica pode entrar em decomposição, virar um ninho de bactérias e acabar trazendo problemas gastrointestinais.

 

  • Pote de comida: qual o mais indicado? 
Foto: Fábio Matavelli

O mesmo que vale para os petiscos orgânicos, se aplica às rações nos potes de comida. Caso o cão não tenha comido tudo durante a refeição, a comida não deve ficar exposta até que ele queira comer novamente. É preciso descartar o restante e fazer a higiene do pote. No caso do material, evitando os porosos, podem ser de qualquer tipo (inox, cerâmica, plástico) desde que seja feita a higienização. “Tem animais que são bem regrados quanto ao horário da alimentação e isso também depende muito da disponibilidade do dono. Para isso, existem aqueles potes em que a ração vai caindo conforme o animal vai comendo, além de potes eletrônicos, que programam a hora certa da alimentação e oferecem até a possibilidade de o dono salvar sua voz chamando o cachorro para comer”, conta Ana.

 

 

Na dúvida, procure sempre a orientação de um veterinário, que poderá indicar a quantidade e o melhor tipo de alimento para o seu bichinho, já que cada animal possui um metabolismo diferente (Foto: Fábio Matavelli)

 

Na entrevista, além de falar dos alimentos que não devem ser dados aos animais, a veterinária também comenta sobre o que fazer em caso de ingestão inapropriada:

 

Imagens: Fábio Matavelli