Cidades

TCE cobra do IML determinações feitas em 2011

O acúmulo de tarefas, falhas no serviço de verificação de óbito, e fragilidades na cadeia de custódia das provas periciais estão entre itens apontados pelo TCE
(Foto: Arquivo DC)

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) deu prazo de 30 dias para que os responsáveis pela gestão do Instituto Médico-Legal (IML) apresentem um plano de ação visando atender às determinações, ainda não plenamente cumpridas, feitas pela corte de contas após realizar auditoria nas 18 unidades do IML no Paraná em 2011. De acordo com Relatório de Monitoramento aprovado pelo Tribunal Pleno, apenas 12 das 39 recomendações – ou seja, menos de um terço – foram plenamente implementadas até o momento. O prazo de 30 dias para a apresentação do plano de ação passará a contar a partir do trânsito em julgado do processo.

A corte de contas paranaense ordenou ainda que a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), a Polícia Científica e o IML encaminhem ao órgão de controle relatórios semestrais de atividades que demonstrem o progresso da resolução dos problemas apontados. Os gestores dos órgãos receberam ainda a recomendação de promover a melhoria contínua no ambiente de trabalho do instituto, devido à persistência de baixos índices de satisfação dos funcionários.

Além de reiterar a continuidade do monitoramento realizado pela Terceira Inspetoria de Controle Externo (3ª ICE) para averiguar o cumprimento das determinações do TCE-PR pelo IML, o Tribunal Pleno resolveu ainda comunicar o Ministério Público do Estado do Paraná (MP-PR) a respeito da nova decisão, para que o órgão ministerial tome as medidas que entender cabíveis.

 

Falhas a sanar

De acordo com o relatório da unidade técnica, cinco problemas ainda não foram alvo de qualquer ação resolutiva por parte do IML, contrariando o que foi determinado pelo TCE-PR. São eles: o desempenho de funções técnicas por servidores comissionados; a insatisfação dos funcionários; o acúmulo de tarefas; falhas no serviço de verificação de óbito; e fragilidades na cadeia de custódia das provas periciais.