Cidades

Trabalhadores dos Correios aderem à paralisação em PG

Negociações entre trabalhadores e empresa acontece desde julho. Categoria pede pela manutenção dos direitos. Apesar da paralisação, os serviços à população não foram prejudicados

Os trabalhadores dos Correios em Ponta Grossa também aderiram à paralisação nacional, iniciada nesta quarta-feira (11), por tempo indeterminado. Apesar da greve, os serviços à população não foram suspensos. De acordo com José Fernando, representante do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), em Ponta Grossa, as negociações com a empresa começaram em julho.

"Estamos reivindicando pela manutenção dos nossos direitos como auxílio para filhos especial, plano de saúde, vale-alimentação, entre outros. A empresa manteve, no entanto, a porposta de corte dos benefícios dos trabalhadores. Nós aguardamos até o último momento, mas em assembleia realizada ontem (terça-feira), os trabalhadores optaram pela greve em todo o Brasil", disse Fernando. O reajuste salarial com reposição da inflação do período também é um dos principais pontos reivindicados pela categoria.

Em nota, a empresa informou que participou de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, "quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa".

Ainda segundo os Correios, no momento, o principal compromisso da direção da empresa é conferir à sociedade uma empresa sustentável. "Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população", destacou.

 

 

Privatização

 

Em agosto deste ano, o governo federal anunciou que abriu estudos ou atualizou normas para que os Correios e mais oito companhias da União sejam privatizadas (total ou parcialmente) ou firmem parcerias com a iniciativa privada.

 

Além dos Correios, o governo decidiu abrir estudos para privatizar a Telebrás, o Porto de Santos, a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).

 

Na época, a secretária do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Casa Civil, Martha Seillier, disse que objetivo inicial dos estudos consiste em analisar a viabilidade econômica da companhia e o impacto positivo de parcerias com a iniciativa privada.

 

“Essas estatais que estão para estudos são justamente para gente avançar, inicialmente, numa avaliação técnica de quais as formas de parceria possíveis, para depois ter ou não uma decisão do conselho de ministros em relação à desestatização e o seu formato”, explicou.