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Trânsito ganha rotas alternativas

Nos últimos quatro anos, roteiros mais rápidos foram estabelecidos com as obras de melhorias em toda

 

 

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 Projetos visam mais segurança aos pedestres no trânsito

 

Melhorar o trânsito em Ponta Grossa é uma preocupação constante do governo municipal. Mas o que foi feito nos últimos quatro anos e o que será feito no próximo ano? Muito. A palavra – apesar de única – diz tudo na opinião do secretário municipal de Planejamento, Ribamar Kruger.

Segundo ele, muito se fez de 2008 até agora. Ele cita, por exemplo, a readequação de vias públicas a ações para ordenar o trânsito em setores que estavam condenados. “Abrimos pelo menos oito ligações interbairros. Com isso foi possível retirar dos principais corredores de ligação, como do eixo Santa Paula – viaduto – Visconde de Taunay, uma quantidade elevada de veículos, abrindo novas rotas alternativas e estabelecendo roteiros mais rápidos. Conseguimos ainda desafogar as vias próximas, que acabavam sendo prejudicadas pelo excesso de tráfego”, conta.

O projeto que envolve a Avenida Carlos Cavalcanti também é destacado pelo secretário. “Esta avenida foi palco de vários equívocos de engenharia e concepção, ao longo dos anos. A melhor alternativa, na nossa opinião, é a constituição de um binário, o que vai ser possível com a desapropriação de uma área que hoje pertence ao Exército. Vamos ter uma faixa de trânsito descomplicado, seguro e ágil, num ponto que hoje é muito complicado. Também a duplicação do viaduto sobre a BR 376, ligando a Ronda à região do Santa Paula, vai agilizar o tráfego numa região que vem crescendo a níveis bastante acelerados”, relata.

E não é só. O secretário garante que a prefeitura continuará investindo na de vias e no transporte público. “Mas se o volume de veículos particulares continuar crescendo nessa proporção, os investimentos públicos não vão conseguir resolver muita coisa, a curto prazo. O que a prefeitura pode fazer está fazendo. Até medidas que parecem antipáticas, como a proibição de estacionamento em algumas vias, para tornar o fluxo mais ágil e acabar com focos de engarrafamento. Mas tem muita coisa que o cidadão também pode fazer. Primeiro é pensar duas vezes antes de usar o transporte individual. A maior parte dos automóveis em Ponta Grossa, e basta você olhar nas ruas para conferir, transporta apenas uma pessoa. Isso não é bom para o trânsito, para a saúde das pessoas nem para o meio ambiente. Transporte coletivo é mais barato, simples, acessível, menos impactante e mais democrático”, ressalta.  

Segurança  

Segundo o secretário uma série de mudanças está ocorrendo como forma de melhorar o sistema de trânsito e aumentar a segurança para pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas e passageiros.

 

 

Linhas de ônibus estão sendo pavimentadas

Defendendo que sempre há o que fazer para melhorar o transporte coletiva que influencia no trânsito, o secretário Ribamar Kruger observa que a prefeitura está trabalhando para que todas as linhas de ônibus sejam pavimentadas. “Com isso os custos do sistema são reduzidos, o tempo das viagens também diminui e aumenta o conforto para os passageiros e ainda faz cair o custo de manutenção da frota”, fala.

E não é só. Ele garante ainda que o uso da bilhetagem eletrônica ajudou muito a monitorar o sistema por inteiro e a reduzir custos. “Mas ainda tem gente que resiste a essa ideia e acha que a prefeitura quer eliminar empregos, o que é bobagem. É preciso pensar no todo: temos 100 mil passageiros por dia usando o sistema. É neles que temos que pensar, e na forma de transportá-los com a maior rapidez, segurança e comodidade possível.

 

 

Inovações no trânsito são bem vistas

 

Para o secretário municipal de Planejamento, Ribamar Kruger, a população está pronta para as inovações que estão acontecendo no trânsito de Ponta Grossa. Ele observa que algumas mudanças demoram um pouco mais para ser assimiladas, enquanto outras provocam certos movimentos contrários e reações negativas. “Mas isso é temporário. Com o passar dos dias as vantagens aparecem e o que parecia desvantagem é esquecido”, diz.

Um exemplo é o fechamento da rua Coronel Cláudio. “Muita gente se revoltou quando a prefeitura resolveu transformá-la em calçadão, especialmente os comerciantes locais. Era o interesse de duas dúzias de lojistas contra a segurança de mais ou menos 35 mil pessoas por dia”, lembra.

O secretário acredita que quando mais ruas foram transformadas em calçadão haverá um grande ganho de segurança para quem transita a pé e opta pelo transporte coletivo. “E teremos também uma reação muito forte de quem ainda acha que o automóvel deve ser o centro e o objetivo de todas as ações da prefeitura. Pois não é: o objetivo é o cidadão, sua segurança e suas necessidades”, assegura.

Futuro

Diante de todas as ações que estão sendo feitas para melhorar o trânsito e aumentar a segurança dos pedestres, o secretário acredita que se o nível econômico da população e as facilidades de crédito se mantiverem haverá aumento na frota de veículos particulares. “Isto tornará muito mais difícil a gestão do sistema de trânsito. Se houver uma mudança nessa política de crédito, o aumento será num ritmo menor, permitindo que as melhorias sejam implantadas com menos pressão e com um intervalo maior de tempo para assimilação pelos motoristas, causando menos estresse. O tempo também corre contra a administração no caso dos pontos mais críticos, como a avenida Carlos Cavalcanti: quanto mais tempo for necessário despender para concluir aquele binário, pior para todo mundo”, diz.

 

 

 

Retrato do crescimento da cidade

Certamente. Esta é a resposta do secretário municipal de Planejamento, Ribamar Kruger, quando questionado se o trânsito retrata o crescimento da cidade. Ele completa que o volume de tráfego e sua especificidade – mais automóveis, mais caminhões, mais motos ou mais bicicletas – traduzem fielmente o momento econômico vivido pelo Município e algumas circunstâncias específicas, como as políticas de crédito do governo federal. “Mas não podemos esquecer uma coisa: queremos dispor de espaço para uma frota superior a 130 mil veículos em espaços que originalmente não foram programados para isso”, fala.

Ele cita como exemplo o centro antigo e a topografia desfavorável. “Ruas estreitas, ocupação desordenada, marcas de uma cidade em que planejamento durante muitas décadas não foi uma ação levada a sério, vão continuar existindo. Superar essas dificuldades e reordenar o tráfego de pessoas e veículos é uma obrigação cotidiana”, defende o secretário.