Cidades

Transmissão comunitária atinge cinco bairros de Ponta Grossa

Seis pessoas não sabem como se infectaram

O maior desafio da Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Ponta Grossa, no Paraná, no momento, é conseguir manter o rastreamento de contágio dos infectados pela covid-19. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, até a tarde dessa terça-feira (2) eram seis os casos considerados de transmissão comunitária – quando não é possível identificar a origem de contágio – distribuídos nos bairros Oficinas (2), Nova Rússia (1), Centro (1), Chapada (1) e Uvaranas (1).

A velocidade de contágio, a facilidade de transmissão do vírus e o fato de haver pessoas assintomáticas são fatores que dificultam o acompanhamento. Ao mesmo tempo, o município vê o número de internamentos nos hospitais aumentar. No Hospital Universitário, que é referência para atendimento nos casos suspeitos ou confirmados da doença, a taxa de ocupação era de 80% nos leitos de UTI, conforme boletim municipal divulgado às 15 horas. Dos oito pacientes internados no setor, apenas dois eram de Ponta Grossa, um deles já descartado para covid-19.

Nos leitos clínicos, havia um confirmado com covid-19 e outro descartado, ambos residentes em Ponta Grossa. Outros três (um confirmado e dois suspeitos) são de outros municípios, mas que fazem a taxa de ocupação ficar em 20%. Às 16h30, o HU informou que a taxa de ocupação na UTI havia subido para 90%.

 

Leitos municipais

O boletim municipal também revelou a presença de um paciente confirmado com covid-19 em leito municipal, sem informar se em hospital público ou privado. Nesse segmento, ainda há 58% dos leitos livres em enfermarias e 22% em UTI adulta. Nessas, não havia nenhum caso de novo coronavírus.

 

80º caso

O município de Ponta Grossa iniciou a tarde de terça-feira (2), corrigindo o boletim oficial da covid-19 divulgado no dia anterior. O 80º novo caso confirmado era residente em outro município. Horas depois, no entanto, veio a confirmação do 80º caso, de fato. O paciente é homem, de 68 anos, hospitalizado em leito regular, e sob acompanhamento da equipe de Epidemiologia. A Fundação Municipal de Saúde ainda faz o rastreamento de contatos para identificar a origem de contágio e outros possíveis infectados.