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Unium produzirá energia elétrica e biometano em usina de biogás

A partir do mês de março o sistema cooperativista da região dos Campos Gerais passará a contar com uma nova oferta de energia limpa, produzida pela união de três cooperativas. A Unium, marca institucional da Frísia, Castrolanda e Capal, inicia a operação da sua usina de biogás nesta semana, com início de produção previsto para daqui cerca de um mês. Inicialmente voltada apenas para a energia elétrica, a estrutura foi ampliada e deverá gerar também biometano, combustível que poderá ser utilizado tanto para abastecer veículos da frota da indústria de alimentos Alegra (união das cooperativas que compõem a Unium), quanto substituir gases usados no processo industrial.

As informações foram repassadas ao jornal Diário dos Campos pelo gerente de negócios de energia da Castrolanda, Vinicius Guilherme Fritsch. “Será gerado um megawatt-hora de energia, além de 350 m³/h de biometano e 550 m³/h de biogás. Com a planta de hoje conseguiríamos suprir 100% da necessidade de CO2 da Alegra e 100% da necessidade de GLP, mas não ao mesmo tempo. Teria que reduzir a quantidade de energia gerada para 0,8 ou 0,7 megawatts, por exemplo”, explica o engenheiro, destacando que para definir qual deve ser a maior produção após a análise de demanda versus rentabilidade.

“Diferentemente do biometano a energia não vai ser consumida pela Unium; será vendida para terceiros – principalmente para uma cooperativa de energia renovável que vai usar através de geração distribuída. Na prática, a energia vai ser gerada na planta de biogás, exportada para a rede elétrica, ficar armazenada virtualmente na rede elétrica e os cooperados utilizarão esses créditos, conforme regulariza a Aneel”, afirma Fritsch.

De acordo com o gerente, com a redução da destinação de resíduo e CO2 a planta deve gerar uma economia em torno de R$ 4 milhões por ano para o grupo, além de aumentar a receita cerca de R$ 3 milhões por ano com a energia que será vendida. “Vamos recolher todos os resíduos orgânicos da Unium, que serão transformados em matéria-prima. Isso é economia circular”, destaca o especialista.

Investimento

Com a flexibilização da usina de biogás, a Unium subiu o investimento dos R$ 11 milhões iniciais para R$ 13,8 milhões. A estrutura fica localizada ao lado da fábrica da Alegra Foods, em Castro, e a área total do terreno conta com 10 mil m², sendo mil metros quadrados de construção.

 Com o incremento na produção, investimento na usina subiu de R$ 11 milhões para R$ 13,8 milhões (Foto: Divulgação)

 

Ponta Grossa contará com usina municipal

A Prefeitura de Ponta Grossa anunciou na última semana a execução de um projeto para a instalação de uma Usina Termoelétrica Municipal a Biogás. Com uso de capacidade máxima, o processamento e queima de resíduos orgânicos pode compensar em até 30% o consumo de energia em estruturas públicas. A estrutura será alocada no Distrito Industrial e inicialmente a usina deve trabalhar com a capacidade de processamento de 12 toneladas de resíduos orgânicos por dia, podendo ampliar para até 30 toneladas. Com uma progressão de 20% de carga a cada seis meses, chegando a 30 toneladas/dia, a Prefeitura pode alcançar uma economia de aproximadamente R$ 270 mil por mês.

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Edição 33760

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