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Voluntariado no exterior tem mobilizado jovens de PG

O crescimento da conscientização das pessoas na questão da responsabilidade social e de envolvimento de ações sociais tem levado jovens a assumir trabalhos voluntários. O site da Onu Brasil afirma que existem 7,5 mil voluntários brasileiros inscritos fazendo seu trabalho no exterior. Este número aumenta muito, considerando os voluntários independentes ou associados a empresas, organizações e igrejas. “Existem vários problemas a solucionar no mundo: crianças abandonas, desigualdade sociais, degradação ambiental, sistema educacional inadequado e a idealização cultural do dinheiro. O trabalho voluntário é uma tentativa de inverter este quadro, mostrando que o ‘ser’ é mais importante que ‘ter’”, diz o fotógrafo Fayson Merege.

Fayson viaja pelo mundo para produzir suas fotografias, algumas publicadas em revistas internacionais e premiadas em concursos culturais. Realizou trabalhos voluntários no Peru, Uruguai, Chile e Brasil acreditando que “todos nós somos responsáveis por um mundo mais humano, justo e solidário”.

Esta responsabilidade também levou o casal Letícia de Oliveira Tenório e André Tenório para o Haiti, Chile e, recentemente, Moçambique, pelo projeto Voluntários Sem Fronteiras, organizado pelas Igrejas Batista. Eles utilizam as férias do trabalho regular em Ponta Grossa para fazer o voluntariado no exterior. “O tempo é o melhor que podemos dar a alguém, ele é único e não volta mais. Doar parte do nosso tempo é uma forma de demonstrar o amor de Deus pelas outras pessoas. Escolhemos as nossas férias, pois esse é o período que temos disponível para viajar. Porém, durante todo o ano doamos parte dos nossos finais de semana, feriados e sempre que encontramos um tempinho para sair da rotina”, afirma Letícia.

André é químico e Letícia é engenheira, mas no trabalho voluntário eles assumem as funções de limpeza, juiz de futebol ou até brincadeiras com as crianças. “Aprendemos a dar valor às pequenas coisas e a perceber o quanto podemos fazer a diferença na vida de alguém”, justifica André.

A psicóloga Pollyana Cristielli de Souza Hermisdorff considera que “no ato de se doar ao próximo, no voluntariado, acaba acontecendo um balanceamento de nossas vidas, objetivos, metas e planos futuros”.  Apesar de que, talvez não seja possível transformar a sociedade como um todo, é importante carregar o sentimento de auxiliar alguém. “Creio que os voluntários não devem perder o foco e o desejo de fazer a diferença. O pensamento de transformar pelo menos uma pessoa deve acompanhar o voluntário”, finaliza.

"O trabalho voluntário é uma tentativa de inverter este quadro, mostrando que o ‘ser’ é mais importante que ‘ter’”, diz o fotógrafo Fayson Merege