Psicologia em pauta
2.0.2.0

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

 

Enfim já estamos em 2020.

A chegada de um novo ano, nos proporciona uma diversidade de sentimentos: avaliamos o que fizemos, ou o que deixamos de fazer no ano anterior, estabelecemos metas, criamos expectativas, ou muitas vezes, “deixamos a vida nos levar”. 

Realizar esse “balanço”, é tomar conhecimento do que fizemos ou não, para poder projetar o que estabeleceremos de objetivos para o novo tempo.

Desta forma, aqueles que tiveram sucesso, projetam que assim continuem, e para os que atravessaram momentos difíceis, com muitas dificuldades, a esperança se renova numa nova chance de um futuro mais positivo.

E, a Psicologia Positiva nos orienta, acerca da “importância de praticar o exercício da gratidão”. “Tais exercícios, abrem portas para que possamos olhar para o novo com mais esperança e motivação, para que possamos nos abrir para um futuro próximo: um novo ano”.

Nesse sentido, repensar no que realmente tem valor, para cada um de nós? Não somente se deixar levar pelo que todos fazem ou querem? Perceber o que realmente nos deixa felizes, tranquilos e em paz?

Será possível, viver mais simplesmente, porém mais próximo e presente na vida do outro? Poderemos sentir alegria e prazer nas coisas simples da vida? E estabelecer metas e desafios mais adequados e passíveis de realizarmos?

A passagem de ano implica num recomeço, na renovação, na mudança, na perspectiva futura. E, para que o novo se faça, importante se faz, estabelecer metas claras, com base em compromissos com o que concretamente queremos realizar, sem ficar no imaginário e sim colocando em prática, concretizando. “Algo que ocorre tanto em nível intelectual como emocional”. E, ser plenamente verdadeiro em razão de avaliar “os porquês” das metas estabelecidas no sentido de perceber o que realmente queremos ser.

Segundo a Psicóloga Ângela Fabbri, in vittude.com, “quando visualizamos uma meta ou realização, pensamos no resultado final e para tal, temos que ter consistência no dia a dia, para que nossos objetivos sejam alcançados”. Por isso, fica mais fácil, dividirmos em pequenas realizações para de passo em passo, chegarmos à meta maior. “O ato de dividir as metas em etapas menores, facilita o processo e nos ajuda emocionalmente”, porque se algo não se realizar a frustração não nos desanima.

“Ao comemorar as pequenas realizações, nosso cérebro produz dopamina e serotonina, entre outros neurotransmissores, responsáveis pela sensação de prazer e recompensa”. E, de pequenos sucessos vamos nos auto-estimulando a enfrentar os desafios no sentido do que projetamos.

Também importante é trabalharmos visualmente, “escrevendo” as metas, isto é, tendo uma “visualização criativa” e voltando a elas para checagem e reavaliação constante, observando caminhos e/ou obstáculos, prazos e possibilidades, dando um passo de cada vez.

E, de acordo com a Terapia Cognitiva Comportamental, podemos estabelecer um cronograma: 1- estabelecer metas; 2-ser realista; 3- fracionar as metas; 4- escolher as resoluções com critérios; 5- acreditar em nós mesmos; 6- fazer anotações; 7-celebrar as conquistas; 8- receber suporte (aqui a Psicoterapia se faz importante); 9- não desistir no primeiro fracasso; 10- seja protagonista (as metas são de nós mesmos).

Portanto, bem-vindo 2.0.2.0!