Sherlock Holmes Cultura
Casa agropecuária

Divulgação
O charme pitoresco das casas agropecuárias

No cenário urbano, no centro e nos bairros mais populosos, integrando-se graciosamente ao ambiente, as casas agropecuárias emprestam seu charme pitoresco. Inda hoje, convivendo com comércio de eletrônicos e outras modernices, esses estabelecimentos, em seus produtos a granel e imensa variedade dos mais diversificados itens, por vezes, parecem saltar do passado para o presente, alheios à passagem do tempo. Desde criança, lembro-me de adentrar tais locais, movida pela atração incontrolável em conferir de perto os simpáticos gatos e cachorros, quase sempre filhotes, à venda ou aguardando adoção. Também as exuberantes mudas de plantas a colorir, em seus matizes de verde, estes empórios. Generosa quantidade de sementes de hortaliças e de flores em pacotes sortidos miúdos. Impossível resistir ao apelo de levar para casa os pacotinhos, semear e ver crescerem até alçarem a forma da foto ilustrativa na capa. Desta feita, uma conquista! A seção dos fumos de corda um capítulo à parte em aromas e texturas curiosas a despertar os respectivos sentidos. Insisto que o transcorrer do tempo, nas dinâmicas de modificação nos estilos, prioridades e anseios de vida, costuma ser implacável e põe abaixo prédios e hábitos. Não sem mérito, uma nesga de satisfação e felicidade invade quando costumes antigos resistem à modernidade quase sempre sufocante. Qual percentual da população compra ração para coelho? Nem ouso responder, mas é um encanto que esses animais e outros lá estejam, enlouquecendo de alegria as crianças transeuntes. Nesta semana mesmo, andando pelas ruas do bairro Nova Rússia, caixas com minúsculas espécimes vegetais, pujantes em vitalidade, junto a cachorros tom caramelo e um bando de pintinhos cor de canário, expostos à entrada da loja, brincaram de provocar meus sentidos e memórias.