Psicologia em pauta
Compartilhando e trocando conhecimentos

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

 

 

 

Na semana passada estive na Faculdade Santana, para compartilhar e trocar experiências no Curso de Psicologia. Tal momento me foi de grande importância, considerando a “obrigação e a responsabilidade” que todo o profissional, seja de que área atue, deve ter.

Abordei sobre “Psicoterapia Breve”, como e quando a utilizo na minha prática profissional. Esse é “um tipo de tratamento psicológico que tem foco e tempo determinados. A atenção deve recair sobre uma queixa específica do paciente, que será trabalhada após uma análise do seu quadro. Para isso, já nas primeiras consultas é definido um foco, bem como as estratégias para alcançá-lo. Nesse sentido, a Psicoterapia Breve se divide em três modalidades:

1. Estrutural ou de impulso

Nessa modalidade são utilizadas entrevistas e testes psicológicos, com a finalidade de elaborar um diagnóstico de conflito primário associado ao problema principal do paciente. Baseado nisso, será feito um trabalho terapêutico com duração e finalidade determinadas.

2. Relacional

Já nesse caso, preocupa-se menos com a técnica, com o tempo e com critérios, dando mais importância ao momento presente e à experiência particular do paciente.

3. Integrativo ou eclético

Por fim, nessa modalidade o Psicoterapeuta utiliza vários recursos, que, posteriormente, serão analisados e adaptados à situação atual do paciente. O foco, de toda forma, sempre será a necessidade do paciente.

Como funciona a psicoterapia breve

Nessa abordagem, a figura do Psicoterapeuta é bem diferente do que é visto na Psicanálise. Enquanto, nessa última, a postura é mais neutra e passiva, na Psicoterapia Breve o especialista se expressa mais, assumindo uma postura mais ativa e com maior número de intervenções. Basicamente, a pessoa vai ao consultório, explica por que está procurando ajuda psicológica e diz qual questão deseja trabalhar. Em seguida, acerta com o profissional o número de sessões e o problema específico que será discutido.

Diante disso, um dos motivos que levam a essa conduta é o incentivo de atividades entre as consultas que visam desenvolver uma certa força para lidar com as questões emocionais

Como o nome sugere, nessa modalidade o tempo é mais reduzido. Assim, o especialista foca em um problema ou questão particular, e utiliza técnicas específicas para atingir o objetivo predeterminado. Ainda assim, isso não significa que o tratamento seja insuficiente.

Apesar de ser uma terapia breve, ela não exige pressa. Pelo contrário: ela permite que profissional e paciente trabalhem juntos, com foco na resolução de crises pontuais. E também é muito eficaz na identificação de padrões de personalidade arraigados, que devem ser tratados de forma mais profunda.

Nesse sentido, o número de sessões é variável, pois vai depender de cada caso. Em média, é recomendado uma sessão por semana, durante um período de seis meses. E, se o tempo não for suficiente, pode ser reavaliada a necessidade de fazer mais algumas sessões ou encaminhar o paciente para uma abordagem prolongada.

De forma geral, a Psicoterapia Breve é indicada às pessoas que precisam de um atendimento mais focalizado na sua problemática atual. Por se tratar de uma modalidade com duração reduzida, ela é mais acessível financeiramente, principalmente pelo espaço que vem ganhando nos planos de saúde.

Assim, pacientes com queixas como depressão, pessimismo, dores psicossomáticas, falta de iniciativa, distúrbios de sono, sentimentos de impotência e desesperança, dentre outros sintomas, podem se beneficiar bastante com o tratamento. Fonte:http://actinstitute.org/

Tal experiência foi de grande valia, pois me proporcionou avaliar, repensar e trocar com futuros colegas, conhecimentos e interesses importantes para a nossa atuação.

E, como sempre avalio, fazer Psicoterapia é realizar a profilaxia mental.