Psicologia em pauta
Volta às aulas, retorno ao trabalho

Lílian Yara de Oliveira Gomes

CRP  08/17889

A todo o ano, passamos pelo período de descanso e quando um novo ano se inicia, com ele novos desafios, recomeços. Nem sempre, o entusiasmo se faz presente, pois o ano que passou não foi tão bom assim, pois nossas expectativas e desejos não se realizaram. Porém, sempre a esperança se renova, novos desejos e projetos se vislumbram.

Importante se faz, os pais e/ou responsáveis incentivarem seus filhos a iniciar o ano letivo com alegria, que esse compromisso não é punitivo, que é necessário para sua formação intelectual e pessoal. Infelizmente, ainda tomamos conhecimento que algumas famílias manifestam aos seus filhos: “se não obedecerem vou colocá-los num curso de férias”, “não aguento mais essas crianças em casa”! E que na escola, vão além de aprender conteúdos, vão aprender a conviver com as mais diferentes pessoas, com diferenças e preferências e até com necessidades especiais, às quais deverão dar atenção, ter respeito e amizade.

Segundo “O canal do Educador”, a família e a escola formam uma equipe. É fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios, bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir. Ressalta-se que mesmo tendo objetivos em comum, cada uma deve fazer sua parte para que atinja o caminho do sucesso, que visa conduzir crianças e jovens a um futuro melhor.
O ideal é que família e escola tracem as mesmas metas de forma simultânea, propiciando ao aluno uma segurança na aprendizagem de forma que venha criar cidadãos críticos capazes de enfrentar a complexidade de situações que surgem na sociedade. Existem diversas contribuições que tanto a família quanto a escola podem oferecer, propiciando o desenvolvimento pleno respectivamente dos seus filhos e dos seus alunos.

Alguns critérios devem ser considerados como prioridade para ambas as partes: como sugestões, é importante selecionar a escola baseado em critérios que lhe garanta a confiança da forma como a escola procede diante de situações importantes e dialogar com o filho o conteúdo que está vivenciando na escola; cumprir as regras estabelecidas pela escola de forma consciente e espontânea; deixar o filho a resolver por si só determinados problemas que venham a surgir no ambiente escolar, em especial na questão de socialização.

            Quanto ao retorno ao trabalho mais laboral, seja de qual natureza for, voltemos com alegria, com gratidão por podermos contribuir para a produção, seja acadêmica, seja de um produto fabril. Termos para onde retornar e contribuir para a produção de “algo” dá sentido às nossas vidas, abre horizontes, aumenta nossas expectativas e contribui para nossa realização pessoal.

“Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”. (Clarice Lispector)